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Pouca segurança, para muitos detentos. Mais de 20 presos fogem do presídio no Complexo Penitenciário de Itaitinga

Pouca segurança, para muitos detentos. Mais de 20 presos fogem do presídio no Complexo Penitenciário de Itaitinga

A fuga coletiva foi confirmada pela Polícia Militar, que faz buscas na tentativa de localizar os criminosos.

Mais uma vez o despreparo do Estado em relação à segurança pública foi atestado com a primeira fuga em massa de presos em 2018, na madrugada desta quarta-feira, 17, no Complexo Penitenciário de Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

Ao menos, 20 detentos da Casa de Privação Provisória da Liberdade Professor Jucá Neto, a CPPL 3, conseguiram escapar da unidade. Todos seriam bandidos, supostamente, ligados à facção criminosa. Ainda não há informações de como aconteceu a fuga. Porém, há relatos de que muitos tiros foram ouvidos no decorrer da madrugada e muita movimentação policial na BR-116, com viaturas seguindo em direção aos presídios.

A propaganda de investimentos em segurança pública, que é muito comentada pelo governador, infelizmente, não corresponde à situação atual dos presídios. Este caso, só confirma a necessidade de uma reforma urgente na unidade prisional.  A falta de segurança para os próprios detentos e para a população do estado, só aumenta a possibilidade de novas fugas ocorrerem a qualquer momento.

Devemos investir em equipamentos e tecnologia de segurança, assim como deve ser feito um reforço no número de agentes penitenciários para a demanda dos internos.

Segundo o agente penitenciário Valdemiro Barbosa (Barbosinha) existe em torno de 2160 agentes penitenciários no Estado do Ceará, distribuídos em 16 unidades prisionais e 132 cadeias públicas espalhadas em 132 municípios do estado. Dentro dos 2160 agentes, apenas cerca de 500 estão em serviço, por dia, para cuidar de 28 mil detentos.

“No momento, existe um déficit de 3600 agentes penitenciários”, conforme avisa Barbosa.

Outro dado interessante é o da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que exige a proporção mínima de 5 (cinco) presos por agente penitenciário. No entanto, no Ceará, nas grandes unidades prisionais, existe 1 (um) agente para 200 (duzentos) presos.

Mas, por qual razão, o governo não investe nestas melhorias? Até agora, há um descaso muito grande em resolver estas questões.

Para P.Queiroz, advogado e presidente da Aspramece, o problema com segurança tem se agravado, por conta da não sistematização do combate ao crime, e com isso, o crime tem se aperfeiçoado, chegando ao ponto de deixar o cidadão refém dentro de casa.

E, assim, continua a epidemia de violência no Estado do Ceará.

Com informações do CearaNews.

 

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